Até agora, os fornos utilizados na secagem automotiva sempre foram projetados para um método de aquecimento específico. Questões como a flutuação dos preços da energia, a dificuldade de manter o abastecimento e as metas ambiciosas de redução de CO₂, fizeram com que aumentasse a demanda por sistemas mais flexíveis. Com a tecnologia Qflex, a Dürr apresenta um novo conceito que permite a completa dissociação de todos os fornos da fonte de calor. Isso permite aos fabricantes de automóveis utilizarem diferentes fontes de energia ou mudar de uma fonte para outra no futuro sem alterações estruturais no forno.
Nesse sistema, o circuito de aquecimento variável dos fornos pode ser operado com todas as fontes de calor relevantes, seja gás natural, eletricidade ou, futuramente, até mesmo hidrogênio. Essa flexibilidade energética significa que o operador do sistema não está mais vinculado a um tipo específico de energia com base no padrão de forno escolhido.
“É impossível para qualquer pessoa prever qual fonte de energia estará disponível em abundância e a um custo razoável amanhã”, afirma Paulo Sentieiro, vice-presidente de Vendas e Marketing da Dürr Brasil, ao explicar os benefícios do novo conceito. “Se, por exemplo, o fornecimento de gás for interrompido repentinamente, há o risco de aumento dos custos e até mesmo de interrupção da produção. Nesse caso, os fornos energeticamente flexíveis garantem um fornecimento alternativo. Se uma fonte de energia não for mais econômica, os operadores podem mudar para outra com o mínimo de esforço – sem precisar interferir na estrutura do forno. A escolha de um sistema híbrido também permite mudar automaticamente para a fonte de energia mais barata, dependendo da hora do dia.”
Tecnologia Qflex como base tecnológica
No centro do conceito está um módulo de aquecimento central que gera calor para a secagem de carrocerias e o distribui conforme necessário para as zonas individuais por meio de um circuito de aquecimento. O módulo independente de aquecimento pode ser alimentado a gás ou eletricidade. Se um operador desejar mudar a fonte de energia posteriormente, por exemplo, porque está instalando seu próprio sistema de energia solar, não é necessário fazer alterações no forno, apenas o módulo de aquecimento é modificado. A tecnologia Qflex também facilita a integração de tecnologias inovadoras, como unidades elétricas de armazenamento de alta temperatura, destinadas ao armazenamento de energia para uso posterior.
Dois secadores projetados para perfis de aplicação distintos
O forno transversal EcoInCure, que já provou seu valor em mais de 30 linhas de pintura em todo o mundo, atende aos mais altos requisitos de resposta de aquecimento, confiabilidade do processo e qualidade da pintura. O EcoSmartCure é uma inovação baseada no modo de operação longitudinal tradicional. O que o torna inovador é a forma como combina o conceito de aquecimento central com um princípio de parar e continuar, no qual a carroceria passa por fases estacionárias definidas. Em comparação com fornos convencionais, esse modo de operação permite um controle de temperatura mais preciso. A carroceria é aquecida estrategicamente onde necessário, em vez de aplicar em grandes áreas. Isso reduz o estresse térmico, especialmente para peças mais espessas, como as soleiras de veículos elétricos, além de melhorar a qualidade da pintura.
Ambos os fornos são sistemas compactos de nível único que não requerem níveis adicionais de unidades de potência. Sua baixa necessidade de espaço facilita a integração em edifícios existentes. O EcoInCure e o EcoSmartCure são, portanto, uma solução economicamente atraente para a modernização de instalações existentes – tanto para projetos de CAPEX quanto de OPEX.
O EcoSmartCure está atualmente sendo testado para uso industrial. “O forte interesse dos clientes e os dois projetos já em andamento confirmam que acertamos em cheio com este novo desenvolvimento”, afirma Paulo Sentieiro. “A flexibilidade energética não é mais uma visão distante. A tecnologia Qflex em nossos fornos oferece agora uma solução para responder com flexibilidade aos mercados energéticos voláteis e às condições em constante mudança na produção automotiva”.



